sexta-feira, 1 de maio de 2015

Usei meu chapéu hoje.
Limpei um pouco da poeira de um longo verão guardado e foi como se um rio de lembranças percorresse todo o meu corpo..
Quando a mente volta pra casa a milhão não se vê o ponto certo de desembarque. Desce num susto! Há algo no estômago que parece um nó e alguma coisa faz os pulmões diminuírem.
Me falta tanta coisa e o ar principalmente. Sem saber como, entro em outro ônibus, certa de que o certo é uma bobagem!
Me vejo. Poço de vacilos. Por favor, sem dó.
Erro comigo. Com tantos
Com quem eu não queria
Parece que me desmancho junto à janela. Onde encontro o caminho de volta? Preciso dizer alguns ‘nãos’ ao tempo pra assim ter mais tempo de me achar menos estúpida.

‘cada badalo do relógio é um - nunca mais-‘

Nunca mais.

Nunca.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

chão de cozinha

Quisera eu morar na sua rua
Fazer com que a banalidade dos dias passasse despercebida
Quisera eu ser livre da porta pra dentro
Há de chegar meu tempo!

Tempo parece suspender a gente no ar
faz ver de longe o tamanho da saudade

Rasga, inverte, adentra sem pedir licença!
Parece onda do mar
saudade

faço planos
faço receitas inventadas na hora!
durmo tarde, durmo mal
e acordo cedo pra te dar ‘bom dia’
na fé de que dia desses eu acordarei do lado seu
bagunçarei o cabelo seu
serei seu
serei sua

domingo, 25 de janeiro de 2015



Mapa

era o limite
era sal
era..
ainda quero entender porquê não dividia a vida com você antes..
não sabia quão gigante sou
sou um gigante
era domingo
era manjericão
fico colorindo uma casa de esquina na minha mente/coração
branca, quintal
era mar
Maria
repasso dia por dia na minha mente
7
sorrio e parece que o mar veio junto com os meus olhos pra casa
é sal
é o limite

me conheço melhor quando te faço dormir passando a mão no seu cabelo longo
deita?

Seguidores